domingo, 3 de agosto de 2008

Menino Negro

Carrega na face a sua decendência,
Tem nos olhos a própria decadência,
Pra ele, a vida não tem graça,
Fica ali, pedindo esmola na praça.

É a dor de quem tem fome,
Fome de comer até os sonhos,
Essa fome não tem nome,
São sentimentos tão tristonhos.

Pensa e diz com cara de esperança:
"Ah, se eu tivesse o que tem todas as crianças,
Talvez um teto pra morar,
Onde a chuva não possa molhar,
Ou comida pra comer,
Ou livros pra com eles aprender."

Menino Brasileiro,
Pobre, negro e guerreiro,
Talvez alguém te estenda a mão,
E te abrigue com o coração...