domingo, 17 de julho de 2011

Relient K - Deathbed (leito de morte)

"Eu posso sentir o cheiro de morte nos lençóis, me cobrindo.
Eu não posso acreditar que esse é o fim.

Esse é meu Leito de Morte, eu deito aqui sozinho.
Se eu fechar os meus olhos essa noite, eu sei que estarei em casa.

O ano era 1941.
Eu tinha oito anos e era muito, muito jovem para saber que as histórias sobre batalhas e glórias eram um tipo de "fábula" que uma mãe inventou para os seus filhos.

Veja, meu pai era um pregador viajante, ensinando a palavra do professor.
Minha mãe tinha jurado que ele tinha ido para a guerra e tinha morrido lá, com honra, em algum lugar de uma praia.

Ele nos abandonou uma vez, para nunca retornar, o que me fez pensar que eu deveria desaprender.
Qualquer pensamento que eu tivesse sobre o que um pai deveria ser, eu abandonei, assim como ele me abandonou.

Em 1947, eu tinha 14 anos.
Eu adquiri um gosto por licores e nicotina.
Eu fumava até vomitar e eu ainda fiz isso por mais 30 anos, como uma máquina.
E logo aqui você vê que aquele terrível hábito foi o que me deixou onde eu estou hoje.

Eu posso sentir o cheiro de morte nos lençóis, me cobrindo.
Eu não posso acreditar que esse é o fim.

Eu posso ouvir as tristes lembranças ainda me assombrando.
Tantas coisas que eu faria novamente...

Mais esse é meu Leito de Morte.
Eu deito aqui sozinho.
Se eu fechar os meus olhos essa noite, eu sei que estarei em casa.

Casei com 21 anos, 8 meses antes de minha mulher dar à luz.
É fácil ter certeza de que você ama alguém, quando um pai te pergunta isso com o cano de uma arma.

A união estava longe de ser harmoniosa.
Outras duas pessoas não poderiam estar mais solitárias que nós.
Os anos se passaram e ela amou outra pessoa, e eu percebi que não tinha amado nem a mim mesmo.

Daqui está sua conversa típica.
Sim, se a vida fosse uma estrada, eu estaria bêbado no volante.
Eu estava ajudando para que tudo desmoronasse.
É, eu juro que eu estava destinado a falhar desde o início.

Eu estragava tudo, umas seis vezes por semana.
Uma garrafa de Beam mantinha as memórias longe de mim.
Nosso casamento durou entre 7 e 10 anos e, junto com meu orgulho, a ex-esposa levou as crianças.

Eu posso sentir o cheiro de morte nos lençóis, me cobrindo.
Eu não posso acreditar que esse é o fim.

Eu posso ouvir as tristes lembranças ainda me assombrando.
Tantas coisas que eu faria novamente.

Esse é meu Leito de Morte.
Eu deito aqui sozinho.
Se eu fechar os meus olhos essa noite, eu sei que estarei em casa.

Eu estava com tanto medo de Jesus, mas ele me procurou, assim como o câncer dos meus pulmões está me matando agora.
E eu tinha perdido a esperança dos meus dias restantes, mas me agarrei à esperança pra minha vida depois.

Então Jesus apareceu e disse: "Antes de irmos, acho que devemos recordar de uma coisa.
Em uma noite na sua vida, quando você desligou as luzes, você orou, pedindo o meu perdão".

"Você gritou como lobo. As lágrimas enxarcaram sua pele, o sangue gotejava de suas presas.
Você disse: 'O que eu fiz?'.
Você amou aquele cordeiro com cada osso pecaminoso.
E lá você chorou sozinho, seu coração estava tão contrito.

Você disse: 'Jesus, por favor, me perdoe pelos meus crimes, santifique esse meu pobre coração.
Fique comigo até que minha vida acabe e nesse dia, por favor, me leve pra casa com você'. "

Eu posso sentir o cheiro de morte nos lençóis, me cobrindo.
Eu não posso acreditar que esse é o fim.

Eu posso ouvir o Seu sussurro pra mim:
"É hora de partir.
Você nunca mais estará sozinho novamente".

Mas esse era meu Leito de Morte, eu morri lá sozinho.
Quando eu fechei os meus olhos naquela noite, você me levou pra casa.

Eu sou O Caminho;
Siga-me, e pegue a minha mão.

E Eu sou A Verdade;
Me abrace, e você entenderá.

E Eu sou A Vida;
E por mim você vive novamente.

Porque Eu sou O Amor.
Eu sou O Amor.
Eu sou O Amor."

sábado, 16 de julho de 2011