domingo, 20 de novembro de 2011

Prosa sem rumo (a pedidos)

A imaginável mente masculina

O coração solitário de uma grande menina disse que me amava.
Mas se o meu coração propositalmente solitário não a quer amar, o que posso eu fazer?
Seu coração ligeiramente forte me cativou assim como todos os outros com os quais convivo.
Não a amo.
Ela me olha e sorri.
Trata-me como um amigo, mas sei que me ama porque seu coraçãozinho isso me disse.

Sorri, olha...
Talvez, se ela disfarçasse, eu me sentiria melhor.
Não solta o cabelo por nada, diz que só assim o faz na escola.
Tenta me impressionar, concordar com tudo que digo.
Sinto como se a iludisse.
Talvez eu seja culpado, mas por quê?
Por ser gentil e amigável?
E se for coisa da minha cabeça?
Eu me sentiria melhor se fosse só isso?

Parece que mais bela hoje estais.
Apaixonei-me por ti, minha admiradora?
Será que esse peito enferrujado sente algo que não sentia há muito?
A ilusão é a máscara que faz rir por pouquíssimo tempo.
Sinto-me confuso dando asas a um sorriso sem fundamento antes, mas que agora parece conveniente.
Apaixonado?

Minha saga segue contínua enquanto me sinto o mais vulnerável dos homens.
Talvez esteja mesmo sentindo o que acho que sinto.
Nunca antes apaixonado (e garanto que nem a minha amada) me sinto um navio em águas desconhecidas.
Navego sem medo porque peço a Deus que me guie se essa for a Sua vontade.