sábado, 24 de dezembro de 2011

Um rumo para esta prosa

A decisão de um começo

Cansado de ser oprimido por esse sentimento, pensei em declarar-me.
Mas como o faria, se me falta coragem?
E mais: com que face ficaria se houvesse enganado a mim mesmo?
Jogaria tudo para o alto tendo apenas a esperança e a promessa de amor?
Sim, o faria se preciso fosse.

Sim! É o que farei.
O que mais me poderia acontecer além de acabar com uma amizade tão confortável?
Meu Deus, perco a sanidade aos poucos.
Sim, sim, sei o que fazer: uma carta.

Minha donzela... daria a este admirador...
NÃO!
O que pensaria de mim? Que só a admiro?
Minha donzela...
Também não!

“Querida de meu coração,

O que pensarias se te dissesse que me sinto diferente quanto à tua presença? Uma vez contei-te que o coração de uma grande garota havia dito que me amava. Pois bem, tu sabes quem é! Posso ter-me enganado, mas penso que és minha grande garota! Não posso mais continuar minha jornada sem antes acabar de vez com esta dúvida: conceder-me-ia o prazer de ser teu namorado?”