quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

sábado, 5 de janeiro de 2013

Canto de luto

Oh, morte e teus dedos compridos e frios.
A miséria do luto que causas.
Por quê? Por que, morte, não te cansas de ceifar?
Depois de tantos anos cometendo a atrocidade precisa pela qual és famosa, eu ainda me surpreendo.
E estou pasma com o quanto sofremos e lutamos mesmo assim.
Uma coisa engraçada sobre nós é nossa tão incessante esperança: mesmo sabendo que vamos morrer, vivemos e lutamos para viver.
Os animais não tem consciência.
Eles vivem como se fossem eternos e morrem assim como nós.
Mas fruto de um pecado antigo és. 
Entristeço-me porque não há uma ordem de preferência para esse caderno sombrio.
E aí, consolo-me lembrando de que, naquele Dia, não haverá tristeza, nem dor e tua existência, oh apática senhora, será exterminada.