terça-feira, 30 de julho de 2013

Visita incomum à biblioteca, e surgem palavras. Quem poderia imaginar?

Talvez eu procure o rebuscamento para o que escrevo, mas prefiro que entendam o que quero passar. Talvez queira que busquem cultura, mas os reflexos da minha sociedade - sobriedade ignorante - vão selecioná-los. Talvez eu queira ler muitas histórias, mas me canso de finais - nem sempre felizes - com muita facilidade. Talvez chore, mas chamaria atenção alguém em pranto no meio de uma biblioteca enquanto lê o que acabara de escrever. Talvez queira gargalhar, mas o efeito do anestésico, com a desculpa, já se foi. Talvez queira olhar para os lados para me certificar de que não estou sozinha, mas acabo de lembrar que estou só, rodeada de gente, escrevendo num caderninho coisas dispensáveis ao lado de quem eu apenas sei que precisa respirar mais lentamente.