quinta-feira, 29 de agosto de 2013

João Alexandre - Fim de todos nós

"Você que zomba de todos, do importante ao plebeu; você que é dono de tudo, até do que não é seu; você que sonha acordado, que tem o mundo a seus pés, sem Deus, você é um coitado e a sua vida, um revés, uma piada sem graça nas rodas dos cabarés.
Você que vive oprimindo o coração de quem quer, seja idoso ou menino, seja valente ou mulher; você que pensa que vale todo o dinheiro que tem, sem Deus, você vale nada e mais que nada é ninguém. É como o fim de uma estrada no pesadelo de alguém.
A vida é como a fumaça: nem bem se fez, se desfaz. E cada instante que passa é um passo a menos e a mais na direção do fim, frio, feroz, do fim de todos nós.
Seu riso é puro lamento. Seu reino é só escravidão. O esconderijo dos loucos é crer na própria razão. E um coração orgulhoso é nau perdida no mar: não tem destino nem rumo, nem pr'onde ir, nem chegar. É quase que um desencontro que nunca vai se encontrar.
O grande exemplo do homem está em Cristo, o Senhor, que, sendo Dono de tudo, o Seu amor não negou e se entregou como um servo. Seu próprio sangue verteu. Pagou o preço da morte, ressuscitou e venceu. Modificou nossa sorte e a vida eterna nos deu."